As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram ataques contra o Irã nesta terça-feira (7.jul.2026), apesar de um acordo preliminar de cessar-fogo assinado no mês anterior e das negociações em andamento entre as partes. O Comando Central dos EUA informou que a ofensiva é uma resposta a ataques contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz, conforme relatado pela Reuters.

Autoridades norte-americanas informaram que os bombardeios se concentraram em sistemas de defesa aérea, radares de vigilância costeira, mísseis terra-ar, mísseis antinavio e locais de lançamento de drones. Um membro do governo dos EUA afirmou que os alvos eram exclusivamente de natureza militar.

Relatos de veículos de imprensa iranianos mencionaram explosões em cidades como Sirik, Qeshm e Bandar Abbas, localizadas no sul do Irã. Até o momento, o governo iraniano não divulgou informações sobre possíveis vítimas ou um balanço oficial de danos.

NOVA OFENSIVA

A recente escalada ocorre após ataques a embarcações comerciais na proximidade do Estreito de Ormuz. A UKMTO (Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido) relatou que três navios foram atingidos por projéteis na região. Fontes consultadas pela Reuters indicaram que um navio carregando gás natural liquefeito do Catar esteve em risco de explosão, enquanto um petroleiro saudita sofreu danos. As autoridades dos EUA afirmaram que as evidências iniciais sugerem a participação do Irã nos ataques.

Antes dessa ofensiva, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos havia reestabelecido sanções sobre as exportações de petróleo iraniano, revogando uma licença temporária que permitia a comercialização de petróleo e derivados até 21 de agosto. Com essa decisão, as empresas têm até 17 de julho para encerrar operações autorizadas pela medida anterior.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a reimposição das sanções, afirmando que a ação viola os termos do memorando assinado em Islamabad, que visava encerrar o conflito. Após os ataques, os contratos futuros de petróleo nos Estados Unidos subiram cerca de 3%, refletindo a preocupação do mercado com potenciais interrupções no fluxo de petróleo na região.