Misséis russos atingiram a capital da Ucrânia, Kyiv, pela terceira vez em menos de uma semana, conforme relatado pelo prefeito da cidade, Vitali Klitschko. Os ataques, ocorridos na manhã de quarta-feira, provocaram incêndios em dois distritos e resultaram em ferimentos em pelo menos duas pessoas, uma delas necessitando de atendimento hospitalar.
Na terça-feira anterior, uma ofensiva em Odesa, porto localizado ao sul, deixou dez pessoas feridas, segundo o governador regional, Oleh Kiper. Oito delas estão sob cuidados médicos. Além disso, na segunda-feira, um ataque em larga escala a Kyiv resultou na morte de ao menos 14 pessoas e causou danos a mais de uma dezena de edifícios.
Escalada do conflito e novas táticas
Recentemente, tanto a Rússia quanto a Ucrânia intensificaram o uso de armas de longo alcance, incluindo mísseis, o que representa uma nova fase na guerra que já dura quatro anos. A Ucrânia, por sua vez, tem focalizado seus ataques em instalações energéticas russas, buscando enfraquecer os esforços bélicos de Moscou.
Na terça-feira, o governo ucraniano declarou que seus drones atacaram uma dúzia de petroleiros da “frota sombra” da Rússia, que estavam transportando combustível para a Crimeia, região ocupada desde 2014. O Exército de Kyiv informou que atingiu oito embarcações que enfrentam sanções no Mar de Azov, cada uma com capacidade de cerca de 7.000 toneladas. Dois petroleiros foram atacados posteriormente no mesmo dia.
O Mar de Azov é uma rota de abastecimento crucial para as forças russas na Crimeia e em outras áreas do sul da Ucrânia.
Reunião da OTAN em meio a tensões
Esses novos ataques ocorrem em meio à cúpula anual da OTAN, que começou na terça-feira em Ancara, Turquia. Líderes da aliança militar discutem o aumento dos gastos com defesa e a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Espera-se que a OTAN se comprometa a oferecer mais apoio militar à Ucrânia, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, pede um aumento na ajuda para as defesas aéreas do país, após a escalada mortal dos ataques russos.
Zelenskyy, que renovou seu apelo para que a Ucrânia se junte à aliança, anunciou na terça-feira que assinou novos acordos com a Estônia, Países Baixos e Dinamarca durante a cúpula. Esses acordos visam criar “novas oportunidades para produção conjunta, desenvolvimento de tecnologias de defesa inovadoras, intercâmbio sistemático de expertise e exportação de soluções comprovadas em campo de batalha”, segundo suas declarações nas redes sociais.
Mais acordos estão previstos com a Alemanha, Noruega, Finlândia e Canadá. O presidente dos EUA, Donald Trump, também deve se encontrar com Zelenskyy durante a cúpula, após conversas com o presidente russo, Vladimir Putin, antes do encontro da OTAN. Ao ser questionado sobre a guerra na Ucrânia, Trump expressou esperança de que o conflito seja resolvido “em breve”.
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