Estagiário do MP é demitido após oferecer ajuda jurídica em troca de academia grátis O estagiário de pós-graduação em Direito do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que foi acusado de oferecer serviços jurídicos a um homem denunciado por violência doméstica em troca de isenção na mensalidade de academia se tornou advogado um mês depois do caso ser descoberto. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp A informação foi repassada ao g1 pelo próprio MP-PR, que demitiu o homem no mesmo dia em que descobriu o crime, em março de 2026. O órgão verificou que ele possui registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) desde abril.
O nome do estagiário não foi divulgado, uma vez que o processo tramita em sigilo de Justiça. Ele se tornou réu pelos crimes de quebra de sigilo funcional e corrupção passiva. Ainda não há data definida para o julgamento.
O MP-PR também ajuizou ação civil para imposição de sanções por ato de improbidade administrativa. Estagiário contatou acusado de violência doméstica por mensagem Reprodução Relembre: 'Vou direto ao assunto kk': Veja mensagens de estagiário que ofereceu advogada a acusado O estagiário, que fazia residência técnica na Promotoria de Justiça de Pitanga, na região central do Paraná, entrou no MP em 7 de janeiro e a situação foi descoberta no dia 5 de março pela própria vítima de violência doméstica. Conforme o órgão, o homem tinha acesso à documentação sigilosa do caso e "teria se aproveitado da função para captar cliente e solicitar vantagem indevida" ao passar orientações e fazer a proposta ao dono da academia.
O estagiário enviou as mensagens para o celular cadastrado no processo como sendo o do acusado de violência doméstica. No entanto, o aparelho havia ficado com a vítima após o divórcio. Ao ver o contato e perceber indícios de crime nas mensagens, ela denunciou o caso ao MP, que o demitiu no mesmo dia.
"Na intenção de captar o possível cliente para o escritório da mãe, ele teria dado a entender que sua posição dentro da Promotoria de Justiça seria benéfica ao acusado. Considerando a gravidade da conduta do requerido, foi-lhe negada a possibilidade de acordo de não persecução civil." Ao g1, Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) disse que a atuação em programas de residência jurídica em órgãos públicos impõe restrições específicas ao exercício concomitante da advocacia, conforme as regras das próprias instituições e do Estatuto da OAB. "Eventuais condutas infracionais praticadas por profissionais inscritos na Ordem, no exercício de funções públicas ou valendo-se delas, são passíveis de responsabilização ético-disciplinar.
A OAB-PR acompanha os desdobramentos do caso e adotou as medidas cabíveis no âmbito administrativo, respeitados os ritos legais e o sigilo obrigatório dos procedimentos", escreveu. Leia também: Judiciário: Julgamento no Paraná é adiado por dois anos devido a jogo do Brasil na Copa Vídeo: Paraná tem chuvas de granizo com pedras do tamanho de ovos Crimes: Dentista é condenado a mais de 18 anos de prisão por estuprar crianças O que dizem as mensagens Na troca de mensagens, o estagiário argumentou que estava "apertado nas contas" e ofereceu serviço da mãe, que é advogada, para acompanhar o processo.
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