É comum ouvir, durante as eleições, que votar em um candidato a deputado pode acabar ajudando a eleger outros nomes do mesmo partido. Mas como isso acontece?

Como funciona o sistema eleitoral brasileiro?

No sistema proporcional, adotado para cargos como deputado federal, estadual, distrital e vereador, a conta não é feita apenas candidato por candidato.

Imagine um estado com 10 vagas na Câmara dos Deputados. No dia da eleição, foram registrados 1 milhão de votos válidos. A Justiça Eleitoral divide o total de votos válidos pelo número de vagas: 1 milhão de votos ÷ 10 vagas = 100 mil. Este resultado é chamado de quociente eleitoral.

O que significa 'puxar' outro candidato?

Se um partido tiver recebido, ao todo, 300 mil votos, e o quociente eleitoral for de 100 mil, essa votação garante, inicialmente, três cadeiras. O candidato que recebeu mais votos, no exemplo, teria 180 mil votos. Os três candidatos mais votados da legenda serão os eleitos.

Portanto, diz-se que o candidato A 'puxou' os outros candidatos da legenda, mas na verdade, os votos de A ajudaram o partido a conquistar mais espaço, beneficiando os demais candidatos mais bem colocados.