O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) formou maioria, nesta quinta-feira, para rejeitar o registro de candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.
Ministério Público defende inelegibilidade
O procurador regional eleitoral, Francisco Bastos, também defendeu a inelegibilidade de Arruda. Segundo ele, as condenações não possuem conexão e o prazo de inelegibilidade do ex-governador se estenderia até dezembro de 2030.
Com esse entendimento, Arruda não poderia disputar o Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026 e só estaria apto a concorrer novamente em 2034.
Defesa de Arruda contesta prazo
A defesa do ex-governador apresentou entendimento diferente sobre o início da contagem do período de inelegibilidade.
O advogado Francisco Emerenciano afirmou que o Ministério Público tenta 'flexibilizar' o marco temporal previsto na Lei Complementar 219/2025. Segundo a defesa, o prazo deveria ser contado a partir da condenação de 2014. Nesse cenário, Arruda já teria cumprido o período de inelegibilidade e estaria apto a disputar a eleição deste ano.
Após a formação da maioria no TRE-DF, Arruda anunciou que irá ao TSE hoje para contestar a decisão.
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