Empresários rompem ações sociais após eleição

Na última semana, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, as redes sociais foram bombardeadas por publicações de pessoas que se apresentam como empresárias, conservadoras e até cristãs e anunciaram que deixariam de realizar ações sociais.

Crítica a Lula e solidariedade questionada

A justificativa, quase sempre, era a mesma: a revolta com a vitória do presidente Lula da Silva (PT). Benefícios e programas sociais passaram a ser atacados com palavras duras e, em alguns casos, declarações de caráter discriminatório.

O ponto de partida não é igual para todos e, provavelmente, nunca será. Duas pessoas podem percorrer caminhos semelhantes e, ainda assim, alcançar resultados completamente diferentes. Isso não é atestado de incompetência. É o reflexo de uma sociedade em que oportunidades, necessidades e prioridades não são distribuídas de maneira igualitária.

A solidariedade, que deveria nascer da preocupação com o próximo, parece se transformar em uma ferramenta de promoção pessoal, utilizada para fortalecer uma marca, seja ela de uma pessoa física ou jurídica, nas redes sociais.

A exposição da vulnerabilidade alheia como estratégia para conquistar curtidas, seguidores e reconhecimento público é uma inversão de valores que deveria provocar indignação.