A política de estímulo ao consumo do governo Lula da Silva (PT), com medidas de transferência de renda, renegociação de dívidas e ampliação do crédito, pode beneficiar o comércio e diferentes cadeias produtivas de Goiás em 2027. O efeito sobre a economia de Goiás, no entanto, deve depender da capacidade de conciliar a ampliação dos gastos públicos com o controle das contas federais. Segundo representantes do setor produtivo e economistas ouvidos pelo Jornal Opção , o principal risco está na possibilidade de desequilíbrio fiscal prolongar o ambiente de juros elevados, encarecer o financiamento e adiar investimentos.
A preocupação, porém, não se limita às contas do governo federal. Em Goiás, que atividade econômica reúne agronegócio, indústria, comércio, construção civil e logística, as condições de crédito e a previsibilidade das regras econômicas influenciam diretamente a produção e o consumo. Enquanto medidas de transferência de renda podem ampliar o poder de compra das famílias, juros altos e incertezas fiscais podem dificultar o financiamento de empresas, produtores rurais e consumidores.
No Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de setembro, a Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, identificou uma diferença de R$ 104,8 bilhões entre as projeções do governo federal e as suas próprias estimativas para o resultado primário de 2027. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) prevê superávit de R$ 18,6 bilhões, enquanto a IFI projeta déficit de R$ 86,1 bilhões.
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