Kelvin Lucas, de 31 anos, é um mecânico de Palmas que se vê em uma situação complicada: ele continua pagando o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de sua BMW 118i, ano 2009, que está há mais de um ano em uma oficina para reparos. O montante já ultrapassa os R$ 26 mil, pagos antecipadamente para consertar um problema no motor do veículo.
Apesar de ser mecânico, Kelvin não possui especialização em carros de luxo, motivo pelo qual optou por contratar a oficina Ruicar Imports. No entanto, ele se depara com o desafio de pagar o IPVA do carro, que já soma mais de R$ 1 mil neste ano, mesmo sem poder utilizá-lo.
“Ainda tenho que pagar o IPVA do carro que eu não estou nem usando, que, na verdade, se acabou. Hoje eu vi como está a situação do carro. Era para arrumar, não destruir”, desabafou.
Condições do veículo e promessas não cumpridas
A Ruicar Imports, em resposta à TV Anhanguera, informou que o veículo estaria pronto desde maio deste ano, aguardando apenas a retirada por parte de Kelvin. No entanto, o mecânico contesta essa afirmação, alegando que, ao tentar buscar seu carro em abril, encontrou-o em condições piores do que quando o entregou.
Kelvin descreveu sua experiência com a BMW como um sonho de infância que se transformou em um pesadelo. “O sonho virou um pesadelo, durmo todo dia contrariado e chateado de ver uma coisa minha se acabando. Danificou, tem amassado, arranhão, queimaram a pintura, pneu já não presta mais”, lamentou.
Histórico do conserto e dificuldades enfrentadas
O mecânico relatou que, ao levar o veículo à oficina em 28 de janeiro de 2025, fechou um orçamento com a expectativa de um serviço ágil. Ele pagou R$ 16 mil à vista, mas a situação se arrastou. Inicialmente, a substituição do motor foi planejada, mas a oficina não conseguiu encontrar uma peça adequada. O mecânico da oficina, então, optou por realizar o reparo no motor, que apresentava falhas.
“Levou o motor para Goiânia, meses se passaram e eu sempre cobrando, até que chegou. Eu falei que precisava do carro, falaram para buscar. Fui lá e, até hoje, não conseguiram consertar. O motor está falhando”, explicou Kelvin.
Devido à complexidade do conserto e aos altos custos envolvidos, Kelvin revelou que outras oficinas se recusaram a assumir o veículo para reparo. Como consequência, ele teve que comprar uma moto para se locomover pela cidade.
A situação de Kelvin levanta questões sobre a responsabilidade das oficinas em garantir a qualidade dos serviços prestados, especialmente em casos que envolvem veículos de alto valor.
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