Com cinco mandatos de deputado federal no seu vasto currículo, professor universitário e autor de um clássico sobre o populismo — publicado inclusive no exterior —, Vilmar Rocha, do PSD, diz que aprendeu uma coisa que avalia como “essencial” em política — separar “desejo” (vontade) de “realidade”. Frise-se que conviveu com as principais raposas da política do país nos últimos 50 anos — Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Jorge Bornhausen, Marco Maciel, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, entre outros. Banco de Brasília: “Celina Leão não tem como resolver o problema gerado por seu grupo político” | Foto: Divulgação “Quem examina o quadro político tão-somente com base no desejo dificilmente conseguirá compreendê-lo com precisão, ou relativa precisão.
Por isso, tenho o hábito do distanciamento. O objetivo de quem se distancia é ver os fatos com mais clareza”, afirma o ex-secretário de Estado e professor da Universidade Federal de Goiás. “Pelo meu conhecimento da política do Distrito Federal — quer dizer, de Brasília, como todos falam —, avalio que José Roberto Arruda será eleito governador.
Não no primeiro, e sim no segundo turno. Celina Leão, que não conseguiu resolver o problema do Banco de Basília (BRB) e tem forte desgaste político, dadas uma série de denúncias, está se desidratando. É certo que irá para o segundo turno, por causa da força da máquina pública.
Mas o segundo turno abrirá um ‘clarão’ na política e na disputa”, pontua Vilmar Rocha.
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