O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na primeira convenção que oficializou apoio à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto e indicou o tom que deve adotar na campanha para reeleição à Presidência. O petista fez o discurso de encerramento da convenção nacional do PDT na noite desta segunda-feira (20). O partido oficializou apoio à pré-candidatura de Lula para concorrer ao quarto mandato.

Lula abordou temas como defesa da democracia, soberania, educação e inclusão social e fez críticas a privatizações realizadas pelo governo de Jair Bolsonaro. Sem citar nomes, Lula voltou a chamar integrantes da família Bolsonaro de “traidores da Pátria” e mandou recados para os Estados Unidos, que aplicaram novas tarifas a produtos brasileiros na semana passada. Lula: Se Marco Rubio quiser apoiar candidatura de Flávio Bolsonaro, 'que venha' Durante a fala, o presidente fez uma menção específica ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, e falou que se ele quiser apoiar a candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL) "que venha, que monte um comitê".

LEIA TAMBÉM: EUA condicionaram redução de tarifaço a concessões para empresas americanas; veja setores cobiçados Lula diz que se Marco Rubio quiser apoiar candidatura de Flávio Bolsonaro 'que venha, que monte um comitê': 'vamos derrotar todos' Veja os principais pontos abordados por Lula durante discurso na convenção do PDT: Defesa da soberania nacional Durante a fala, o presidente Lula reforçou o discurso de soberania nacional e afirmou que no Brasil "ninguém diz o que nós vamos fazer, aqui nós decidimos o que fazer". "Nós precisamos voltar a fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho de que esse país foi criado e construído por brasileiros, nós somos o que nós somos por 350 anos de escravidão [...]. Aqui nós erramos por nós, nós acertamos por nós.

E aqui ninguém diz o que nós vamos fazer, aqui nós decidimos o que fazer. Porque isso significa a gente voltar a andar de cabeça erguida e defender a nossa soberania." Democracia Ao falar sobre democracia, o Lula afirmou que hoje em dia "é uma coisa de ódio" e que sente saudades de quando disputava eleição com quem "defendia a democracia". "Aqui tem gente que já viveu em democracia antes do golpe militar, depois que experimentou como era boa a democracia, durante 23 anos de regime militar, a gente sentiu saudade da democracia".

"[Saudade] do tempo que a gente disputava eleição com Brizola, com Ulisses Guimarães, com Mário Covas, sabe? Com tanta gente que defendia a democracia. Hoje o que está estabelecendo no país é uma coisa de ódio.

Uma coisa negacionista, uma coisa de pessoas que primam pela mentira, que primam pela inverdade, que primam por tentar difamar nome e figura de pessoas." Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ricardo Stuckert/ Presidência da República Traidores da pátria e recado aos EUA No discurso, o presidente ainda mandou um recado aos Estados Unidos, após o país confirmar tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros. Lula falou ainda sobre "traidores da pátria", como ele se refere a integrantes da família Bolsonaro.

Para Lula, a possibilidade de aplicação de novas taxas tem origem em articulações da família Bolsonaro.