Um novo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, embora o Brasil tenha registrado um aumento no número de empregos, com mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados, seis dos dez setores que mais empregam pagam salários abaixo da média nacional de R$ 3.932,45.
O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, é o maior empregador do país, com cerca de 10 milhões de assalariados, representando 18,2% do total. No entanto, a média salarial neste segmento é de apenas R$ 2.797,83, o quarto menor entre as atividades analisadas.
Além disso, o setor de atividades administrativas e serviços complementares, que emprega mais de 5,7 milhões de pessoas (10,6% do total), apresenta uma média de R$ 2.392,97 por mês, superando apenas o segmento de alojamento e alimentação, que paga R$ 2.080,17.
Disparidade salarial entre setores
Em contrapartida, setores com menos de 3% dos trabalhadores brasileiros oferecem os maiores salários médios. O segmento de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados, tem uma média de R$ 9.678,61, quatro vezes mais do que o setor de alojamento e alimentação.
Outro destaque é o setor de eletricidade e gás, que abrange aproximadamente 0,25% dos assalariados e oferece um salário médio de R$ 8.539,07. O setor financeiro e de seguros também se destaca, com uma média de R$ 8.430,55 para cerca de 1,3 milhão de trabalhadores.
Crescimento das empresas e disparidade salarial
O relatório ainda aponta que existem cerca de 10,6 milhões de empresas ativas no Brasil, um crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior. Dessas, 93% são pequenas empresas, com até nove funcionários. Em termos de salário, trabalhadores com ensino superior ganham, em média, R$ 7.776,59, quase três vezes mais que aqueles que possuem apenas o ensino médio, que recebem R$ 2.742,41.
As diferenças regionais também são notáveis, com o Distrito Federal apresentando a maior média salarial de R$ 6.845,13, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo.
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