Colômbia e Brasil são os países mais perigosos para ativistas ambientais, segundo relatório divulgado pela organização Global Witness. No ano passado, pelo menos 124 ativistas foram mortos globalmente, sendo que 39 desses casos ocorreram na Colômbia e 26 no Brasil.

85% dos assassinatos documentados ocorreram na América Latina, tornando-a a região mais perigosa desde que a Global Witness começou a publicar seus relatórios em 2012. A maioria das mortes está relacionada a disputas territoriais, muitas vezes cometidas por contratantes ou membros de organizações criminosas.

No Brasil, o número de assassinatos de defensores do meio ambiente dobrou em comparação com 2024. Os conflitos sobre terras são o principal motivo das mortes documentadas, conforme constatado pelos pesquisadores da Global Witness.

Em Colômbia, quase metade dos mortos pertenciam a grupos indígenas, enquanto outros eram pequenos agricultores. Muitos grupos indígenas criaram suas próprias redes de proteção, conhecidas como guarda-indígena, que patrulham suas terras sem armas.

Membros dessas redes de proteção frequentemente são alvo de grupos armados ilegais que buscam expandir suas áreas para plantio de coca ou mineração ilegal. Recentemente, Jacob Guachetá Zambrano, membro da guarda-indígena no Cauca, foi encontrado morto após sofrer tortura.