A Marinha da China realizou, na última segunda-feira, um teste de lançamento de um míssil balístico de longo alcance no Pacífico Sul, o que gerou condenações de outras potências regionais em virtude do aumento da demonstração de poderio militar por parte de Pequim.
De acordo com a agência oficial Xinhua, o míssil foi lançado por um submarino nuclear na região, que é conhecida como zona livre de armas nucleares devido ao Tratado de Rarotonga, assinado em 1986, que proíbe testes de ogivas nucleares no local. A China ratificou o tratado em 1987.
Reações internacionais ao teste
A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, acusou a China de estar "desestabilizando" a região durante uma visita a Fiji, onde buscava fortalecer os laços de defesa. Wong afirmou que as atividades militares da China são preocupantes e que o teste ocorreu logo após a notificação ao governo australiano, o que intensifica as preocupações sobre a segurança regional.
Winston Peters, o principal diplomata da Nova Zelândia, expressou descontentamento com o teste, mencionando que, "apesar de nossas preocupações de longa data sobre esse tipo de atividade, a China realizou o teste poucas horas depois de nos informar" sobre a intenção de realizar o lançamento.
Contexto da militarização na região
A China defendeu o lançamento, afirmando que se tratava de exercícios militares "de rotina". Esse teste não é um caso isolado; em 2024, Pequim já havia realizado um teste semelhante na mesma área, utilizando uma ogiva falsa. Nos últimos anos, o país tem intensificado suas atividades militares, com exercícios mais frequentes e de maior escala no Pacífico Sul.
A crescente militarização da região tem gerado tensões com países vizinhos e levantado questões sobre a estabilidade do Pacífico Sul. A resposta de países como Austrália e Nova Zelândia revela a preocupação com as ações de Pequim e suas implicações para a segurança regional.
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