Mesmo com a entrada de Gilberto Kassab, presidente do Partido Social Democrático (PSD), como candidato a vice na chapa encabeçada por Ronaldo Caiado à Presidência, o partido não estará no palanque do ex-governador de Goiás em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro e na Bahia, os quatro maiores colégios eleitorais do país. Anunciada nesta quarta-feira (1º) em Brasília, a entrada de Kassab como vice busca engajar o PSD, partido com mais prefeitos e vereadores, na candidatura de Caiado. A ofensiva, no entanto, esbarra em acordos locais para apoiar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país com 31,2 milhões de votantes, o PSD tem um acordo para apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem Kassab foi secretário e que já declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Caiado anuncia Kassab, presidente do PSD, como vice na chapa à Presidência Após o anúncio da chapa com Caiado em Brasília, Kassab rechaçou a possibilidade de atrair Tarcísio para o palanque do PSD. “Eu vou dar o exemplo de São Paulo.

São Paulo, vocês sabem disso, nós já fizemos 30 visitas. Em todas as visitas, a cédula do PSD será Ronaldo Caiado presidente, Tarcísio governador. E o Ronaldo Caiado presidente não é o candidato do Tarcísio”, disse Kassab.

“Não acredito [que ele mude de palanque]. O Tarcísio tem deixado claro que ele estará ao lado do presidente Bolsonaro, do seu candidato [Flávio]. E nós vamos estar com o Tarcísio”, acrescentou.

Já em Minas Gerais, que conta com 16,7 milhões de eleitores, o PSD tem o atual governador Mateus Simões candidato à reeleição. Apesar de correligionário de Caiado e Kassab, Simões apoia o nome de Romeu Zema (Novo), de quem foi vice antes de assumir o Executivo mineiro. Nos bastidores, chegou a ser cogitada uma aliança de Caiado e Zema para que o ex-governador de Minas ocupasse a vice de Caiado, mas a articulação não avançou.

Kassab reconheceu a boa relação com Zema, mas defendeu a chapa “puro sangue” do partido, mesmo sem o apoio de Simões em Minas. “A gente não buscou nenhuma aliança. Com o Zema, desde o primeiro momento a nossa relação é muito correta, tanto é que o candidato dele a governador está no PSD.

Mas desde o primeiro momento ele deixou claro para nós, e o presidente do Novo também, que a candidatura dele ia até o final por conta da cláusula de desempenho”, declarou Kassab. No Rio de Janeiro, que conta com 13,5 milhões de eleitores, o PSD tem o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como candidato ao governo no estado. Assim como fez em 2022, Paes dará palanque ao presidente Lula no Rio e não a Caiado, candidato do partido.

Ronaldo Caiado (à esq) cumprimenta Gilberto Kassab (à dir) em anúncio do PSD Alexandre Gajardoni/PSD Segundo Kassab, mesmo com o compromisso de Paes com Lula, Caiado apoiará o candidato do partido no Rio de Janeiro. “O Eduardo está fazendo a campanha dele, tem relação com outras candidaturas e tem a nossa compreensão. Nós estamos montando a campanha do Caiado com muita sensibilidade para saber como ficam esses projetos locais".