Chacina de Pioz completa 10 anos com condenado a perpétua e processo em aberto na PB Dez anos depois da chacina de Pioz, a família de Marcos Campos Nogueira ainda convive com a ausência deixada pela morte dele, da esposa, Janaína Santos Américo, e dos dois filhos pequenos do casal, Maria Carolina, de 4 anos, e David de 1 ano. O crime aconteceu em agosto de 2016, em um chalé na província de Guadalajara, na Espanha, e teve como autor o próprio sobrinho de Marcos, Patrick Gouveia. Em entrevista exclusiva ao g1, Walfran Campos, irmão de Marcos Campos, cunhado de Janaína e tio das crianças, falou sobre a dor que atravessou a família durante a última década, o choque de descobrir que o responsável pelo crime era alguém próximo e a cobrança por justiça.
“Se não ter ódio é perdoar, eu perdoei, mas não abro mão da justiça”, afirmou. Walfran Campos mantém contato direto pelo celular com seu representante na Espanha André Resende/G1 Para Walfran, perdoar não significa deixar de responsabilizar quem cometeu um crime. Ele diz que não alimenta sentimentos de vingança contra Patrick ou contra Marvin Henriques Correia, acusado de acompanhar a execução do crime por troca de mensagens e de não comunicar às autoridades.
“Eu sinceramente não guardo ódio ou sentimento de vingança de ninguém. Se eu guardasse, já teria feito algo. Eu só quero justiça”, disse.
“Eu estava conversando com o assassino do meu irmão e não sabia” Walfran e Patrick tinham uma relação de amizade, além da condição de tio e sobrinho Walfran Campos/Arquivo Pessoal O que torna a lembrança ainda mais dolorosa para Walfran é a proximidade que Patrick tinha com a família.
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