Huda Khayti, uma ativista pelos direitos das mulheres sírias, frequentemente retorna ao local onde perdeu quase tudo. Em 2013, Khayti sobreviveu a um ataque com armas químicas no leste de Ghouta, realizado pelas forças do ex-ditador sírio Bashar Assad.
Sua irmã foi morta pelos bombardeios do regime de Assad e seus aliados. Seu centro para mulheres e sua casa foram destruídos. Em 2018, ela teve que deixar sua cidade natal, Douma, e fugir para Idlib, um reduto dos rebeldes no norte da Síria.
Consequências da guerra civil
Hoje, Khayti regularmente visita sua cidade natal, localizada a cerca de 10 quilômetros da capital síria, Damasco. Desde que o regime de Assad foi derrubado no final de 2024, Khayti viaja regularmente entre Idlib e Douma, onde está trabalhando para abrir um novo centro para mulheres.
“Ghouta significa muito para mim emocionalmente”, disse Khayti. “Mas toda vez que retorno lá, me confronto com restos da guerra civil. Quando viajo pelo país, vejo marcas da guerra por toda parte, tantas casas e infraestrutura destruídas. Tanta dor. Tanto trauma.”
Processo judicial e justiça transicional
Ao menos dois anos após o derrube do regime de Assad, a Síria iniciou um processo para examinar os crimes cometidos pelo regime em tribunal. Em agosto de 2026, um tribunal de Damasco condenou Bashar Assad e outros membros altos do seu regime à morte em falta. Assad atualmente vive na Rússia, onde fugiu após seu governo ser derrubado.
“Claro, essa condenação de Assad é uma coisa boa”, disse Khayti. “Mesmo se é apenas em papel. Bashar Assad pode ter sido condenado, mas ele continua a viver sua vida na Rússia – assim como muitos outros criminosos sírios que fugiram para lá.”
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