Iván Cepeda, candidato à presidência da Colômbia pelo partido de esquerda, admitiu sua derrota nas eleições realizadas no último domingo, três dias após um recorde de participação popular nas urnas. Os resultados preliminares indicaram que Cepeda foi superado por menos de um ponto percentual pelo empresário de direita Abelardo de la Espriella.

Inicialmente, Cepeda havia optado por aguardar a contagem final, que ainda está em andamento, mas em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, anunciou que havia decidido aceitar o resultado. "Eu faço isso como um ato de responsabilidade democrática; faço isso para contribuir para a convivência, para a paz e para o diálogo entre os colombianos", declarou.

Durante sua fala, o candidato criticou a interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia endossado de la Espriella e o rotulado como um "marxista radical da esquerda". Cepeda denunciou a "aberta e indevida interferência estrangeira nos assuntos internos da Colômbia" e ressaltou a importância da soberania nacional.

Após a vitória de de la Espriella na eleição de segundo turno, Trump afirmou que o empresário havia vencido "facilmente", apesar de sua vantagem de apenas 0,96%, a menor já registrada na história recente do país. O novo presidente eleito já iniciou laços mais estreitos com a administração Trump, em contraste com o governo do presidente atual, Gustavo Petro, que frequentemente se opôs ao mandatário americano.

Abelardo de la Espriella tomará posse no dia 7 de agosto e, em seu discurso de vitória, buscou adotar um tom conciliatório, afirmando que aqueles que discordam dele não têm nada a temer. Cepeda, por sua vez, garantiu que, como segundo colocado, ocupará uma cadeira no Senado e exercerá uma oposição "democrática, vigilante e construtiva".