Uma intensa onda de calor está assolando a Europa, com o Reino Unido alcançando 36,4°C em Yeovilton, Somerset, tornando-se o dia mais quente já registrado em junho. O recorde anterior de 36,1°C, estabelecido apenas um dia antes, foi superado, assim como o recorde de 35,9°C de 1976.

Na França, professores estão preocupados com a saúde deles e de seus alunos em escolas superlotadas, onde as temperaturas chegam a 40°C. Várias uniões educacionais emitiram um comunicado conjunto criticando a falta de preparação do governo e pedindo greves em protesto às “condições de trabalho inaceitáveis”.

Enquanto isso, os Países Baixos emitiram seu primeiro alerta vermelho para calor, prevendo temperaturas perigosas que podem alcançar 40°C. A Suíça também registrou sua temperatura mais alta para junho, com 38°C em Basel, superando um recorde de 36,9°C estabelecido há 80 anos.

Na França, a principal fornecedora de energia do país desligou dois reatores nucleares para evitar a liberação de água quente nos rios, que já estão aquecidos devido à onda de calor. Além disso, um menino de três anos morreu após ficar preso em um carro na região de Paris, somando-se a outras fatalidades relacionadas ao calor.

A onda de calor na Alemanha está no seu ápice, com eventos ao ar livre sendo cancelados e temperaturas previstas acima de 40°C. Na Itália, cinco vidas foram perdidas em menos de 24 horas devido às altas temperaturas, que chegam a 41°C em várias regiões.

Com o aumento das temperaturas e a pressão sobre os serviços de emergência, o Serviço de Ambulância de Londres relatou um número recorde de chamadas de emergência. A onda de calor, descrita como resultado das mudanças climáticas, levanta preocupações sobre a capacidade de adaptação das infraestruturas e o bem-estar da população.