O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, delineou a estratégia de contratações do clube, enfatizando o foco em jogadores jovens com potencial de revenda e atletas experientes que chegam a custo baixo. A apresentação ocorreu durante uma coletiva de imprensa, onde Santoro detalhou a filosofia adotada sob a gestão do Grupo City.

“A gente tem um perfil muito claro de contratações, temos atletas muitas vezes jovens que a gente faz um investimento e espera um retorno financeiro”, afirmou Cadu Santoro. Ele também mencionou que a equipe busca jogadores mais experientes que frequentemente chegam sem custos, reiterando que a abordagem do clube não se desvia dessa lógica.

Recentes contratações e futuro do Bahia

As declarações de Santoro refletem as decisões recentes do Bahia, que anunciou a chegada de Alejo Véliz, de 23 anos, e Marco Moreno, de 25 anos. Entre os atletas já no elenco, Everton Ribeiro e Willian José são exemplos de jogadores experientes adquiridos em negociações sem custos.

Ao abordar a busca por novos reforços, Santoro destacou que, embora o Bahia aspire a realizar investimentos mais significativos no futuro, atualmente a prioridade é a saúde financeira do clube. “Eu quero em algum momento poder ir para o mercado gastar 25 milhões de euros para um jogador por pura performance, mas a gente ainda não está nesse momento do projeto”, explicou o diretor. Ele ressaltou que, neste momento, é necessário gerar receita e realizar vendas em cada janela de transferências.

Exemplos de negociações e decisões estratégicas

Durante a coletiva, Cadu Santoro também comentou sobre o interesse do Bahia em Gabriel Pec, que está próximo de fechar com o Cruzeiro por R$ 63 milhões. Ele confirmou que o clube fez uma proposta pelo atacante de 25 anos, mas decidiu se retirar da negociação devido ao valor elevado pedido pelo LA Galaxy. “Tivemos interesse e fizemos uma proposta, mas os valores apresentados fizeram a gente sair da negociação”, disse.

O diretor também citou a contratação de Alejo Véliz como um exemplo de sua estratégia. O Bahia investiu R$ 56 milhões para trazer o jovem atacante do Tottenham. “Se o jogador de 22 ou 23 anos por algum motivo não dá certo, você tem muito mercado ainda para movimentar ele. Se o de 28 não dá certo, o prejuízo pode ser muito maior”, explicou Santoro, reiterando a lógica de sua abordagem nas contratações.

Por fim, Santoro garantiu que o Grupo City não prioriza aspectos comerciais em detrimento da qualidade técnica dos jogadores. “Eu nunca estou colocando a parte comercial na frente da técnica”, afirmou. Ele enfatizou que, apesar da necessidade de equilibrar as contas, a parte esportiva continua sendo a prioridade no projeto do Bahia.