A presidente licenciada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, contestou a avaliação da Prefeitura de Goiânia de que as reivindicações apresentadas durante a greve da educação teriam sido contempladas no acordo que encerrou a paralisação. Segundo ela, a proposta do município prevê uma recomposição da tabela salarial ao longo dos próximos anos, mas não atende integralmente às reivindicações dos servidores. A greve terminou após 21 dias de paralisação, e os profissionais retomaram as atividades nesta quarta-feira, 16.
Em entrevista ao Jornal Opção , Bia afirmou que a categoria decidiu retornar ao trabalho principalmente diante da perspectiva de retomada das negociações em abril de 2027 e de compromissos assumidos pela Prefeitura durante as tratativas. Entre os pontos que pesaram para o fim da paralisação, segundo a presidente do Sintego, estão o pagamento do auxílio-locomoção referente a julho, o bônus de fim de ano, a decisão de não cortar o ponto dos servidores que participaram da greve e a retomada das negociações no próximo ano. A principal divergência, entretanto, está na reestruturação da carreira.
De acordo com Bia, a tabela apresentada pela Prefeitura prevê um processo que levaria até 2030 para que os servidores alcançassem uma remuneração que, na avaliação do sindicato, deveria ser paga atualmente. “A questão foi a seguinte: o prefeito apresentou uma tabela em que leva quatro anos para voltar a ganhar o que a Prefeitura deveria estar pagando hoje”, afirmou.
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