A agricultura regenerativa tem se mostrado promissora tanto em termos econômicos quanto ambientais para os agricultores da Europa, conforme aponta um estudo da Wageningen University & Research (WUR). No entanto, a extensão desses benefícios varia significativamente de acordo com as condições regionais, como a disponibilidade de água e esterco animal, o que exige abordagens personalizadas para cada fazenda.
Mark Manshanden, líder do projeto Regenomics, destaca que, apesar do potencial da agricultura regenerativa, ainda há uma falta de compreensão sobre os impactos econômicos e ambientais associados à sua adoção em larga escala. Para investigar esses aspectos, a equipe de pesquisa analisou 40 fazendas na Alemanha, França, Hungria e Polônia, realizando uma análise aprofundada em oito delas, considerando dois cenários: um com mudanças de curto prazo e outro com modificações mais significativas a longo prazo.
Ganho e perda
Os resultados mostram que, especialmente nas fazendas polonesas e húngaras, a agricultura regenerativa pode trazer ganhos consideráveis. “Com mudanças relativamente pequenas, essas fazendas conseguem reduzir seu impacto ambiental e aumentar suas receitas simultaneamente”, explica Manshanden. Em contrapartida, na Alemanha e na França, as mesmas práticas regenerativas apresentaram impactos limitados, resultando em queda significativa das receitas devido a menores produções.
Condições regionais
A eficácia econômica das práticas de agricultura regenerativa está intimamente ligada às condições locais. A disponibilidade de esterco animal e água, além da viabilidade de incluir novas culturas na rotação, são fatores cruciais. Além disso, a demanda de mercado para culturas adicionais também influencia o sucesso da adoção de tais práticas.
O relatório final do Regenomics, que oferece recomendações práticas para agricultores, consultores agrícolas e formuladores de políticas, é intitulado "Regenomics: Avaliando os Impactos Econômicos e Ambientais da Agricultura Regenerativa".
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