No momento em que a árbitra Mary Victoria Penso apitou o fim da partida em Nova Jersey, o técnico argentino Sebastián Beccacece, do Equador, ultrapassou as barreiras do estádio para celebrar com sua família. A vitória por 2 a 1 sobre a Alemanha foi um marco emocional, especialmente considerando que o jogo anterior, um empate sem gols contra Curaçau, havia gerado tensão e insegurança sobre seu futuro à frente da seleção.
Beccacece, que havia afirmado que deixaria o cargo caso a equipe não conseguisse avançar, viu sua expectativa ser transformada em celebração. Ele já havia enfrentado confrontos verbais entre sua família e torcedores devido ao desempenho da equipe. 'Temos a possibilidade de seguir em frente e, se as coisas não funcionarem, eu terei que deixar um lugar que amo muito, mas sei que tudo se resume a resultados', disse ele em coletiva antes da partida.
A trajetória do Equador na Copa do Mundo começou conturbada, com uma penalização de três pontos por escalar o jogador Byron Castillo, que Chile alegou ser inelegível. Sob a direção de Beccacece, que começou o ciclo com uma derrota para o Brasil, a equipe não perdeu mais em 11 jogos, garantindo a classificação como vice-campeã sul-americana.
Agora, com a classificação para as oitavas de final, o Equador, que já participou de quatro Copas do Mundo, busca fazer sua melhor campanha, tendo como destaque jogadores como Willian Pacho, Piero Hincapie e Enner Valencia. 'Quero que as pessoas se apaixonem por esses jogadores', afirmou Beccacece.
A vitória sobre a Alemanha parece ter revitalizado a confiança da equipe e seus torcedores. 'Este é o maior momento na história da seleção equatoriana', comentou o especialista em futebol sul-americano Tim Vickery, refletindo sobre a empolgação e a expectativa para os próximos desafios do Equador na competição.
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