A solidão em espaços públicos é uma realidade que muitos enfrentam diariamente. Em locais como pontos de ônibus, estações de metrô e praças, a conexão entre as pessoas é frequentemente ignorada, com cada um imerso em seu celular. Em maio, Vivek Murthy, o cirurgião geral dos Estados Unidos, publicou um relatório destacando a gravidade da crise de solidão que afeta o país.
Banco ‘feliz por conversar’ foi criado no Reino Unido
Em resposta a essa problemática, surgiu no Reino Unido a iniciativa dos bancos batizados de “Feliz por conversar”. Com um design atraente e cores vibrantes, esses bancos têm como objetivo estimular o contato interpessoal. A ideia foi concebida por Allison Owen-Jones, residente em Cardiff, País de Gales, após observar um idoso que permaneceu 40 minutos sentado sozinho em um parque.
“Não sabia como me aproximar sem parecer estranho, mas imaginei como seria bom fazer com que os outros soubessem que estamos disponíveis para bater papo”, relata Allison. Assim, nasceu o banco da conversa, adornado com a frase: “Happy to chat bank. Sit here if you don’t mind someone stopping to say hello”. A partir de maio de 2019, cartazes com essa mensagem começaram a ser colados em parques, e a ideia rapidamente ganhou apoio de organizações não governamentais, se espalhando para países como Canadá, Estados Unidos, Austrália e Suíça.
Iniciativas semelhantes pelo mundo
Na Polônia, os bancos são conhecidos como “gadulawka” e apresentam convites em polonês, hebraico e inglês. No Zimbabwe, os “bancos da amizade” podem até servir para sessões de terapia, onde agentes de saúde treinados em terapia cognitivo-comportamental ajudam os participantes a lidar com a ansiedade e a depressão. Modelos semelhantes foram implementados em países como Malawi, Quênia e Zanzibar. Embora esses encontros possam não resultar em amizades profundas, a proposta certamente diminui a sensação de invisibilidade entre as pessoas. Espera-se que iniciativas como essa cheguem ao Brasil em breve.
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