O dia em que Elon Musk foi considerado o primeiro trilionário do mundo, Gilberto Rubio, um agente de segurança na área da Baía de São Francisco, refletia sobre como reduzir suas refeições para economizar dinheiro. Jessica Ordeñana, uma garçonete em Manhattan, estava preocupada com os altos custos da eletricidade, especialmente com uma onda de calor se aproximando.

Rubio e Ordeñana representam milhões de trabalhadores nos Estados Unidos que enfrentam dificuldades financeiras em uma economia marcada por inflação crescente e queda da confiança do consumidor, enquanto a riqueza dos mais ricos continua a subir.

Medidas para Taxar Bilionários em Debate

Na Califórnia, uma proposta de taxação sobre bilionários chegou oficialmente à cédula de votação, após uma intensa campanha que viu algumas das pessoas mais ricas do mundo investirem milhões para tentar derrubar a iniciativa. Esse debate se intensificará até as eleições gerais de novembro, com a expectativa de que o Vale do Silício invista ainda mais para impedir sua aprovação.

Crescimento da Desigualdade

Dados de economistas franceses indicam que a elite mais rica, representada por cerca de 20 indivíduos, detém 12% do PIB dos EUA, um crescimento quatro vezes maior do que durante a era da riqueza excessiva. Embora Musk tenha perdido temporariamente seu status de trilionário, sua fortuna aumentou em US$ 327 bilhões no último ano.

Enquanto isso, a participação dos trabalhadores no PIB dos EUA atingiu o menor patamar desde 1947, e cerca de 66 milhões de trabalhadores ganham menos de US$ 25 por hora. O aumento do custo de vida tem levado muitos a recorrer ao endividamento, com a dívida de cartões de crédito alcançando um recorde de US$ 1,277 trilhões no último trimestre de 2025.

Descontentamento entre Trabalhadores

Rubio e Ordeñana expressam sua frustração com a crescente desigualdade. Rubio comentou que, apesar de trabalhar múltiplos empregos, não consegue acumular economias. Ordeñana, por sua vez, destacou a insegurança financeira em seu trabalho e como isso afeta sua qualidade de vida, especialmente em tempos de crise.

O aumento da fortuna dos bilionários levanta questões sobre a justiça econômica e provocou um crescente movimento em prol do aumento do salário mínimo e melhores condições para os trabalhadores nos EUA.