Com a Europa enfrentando ondas de calor recordes, a indústria de tecnologia se vê diante de um novo desafio: como manter os chips poderosos utilizados em centros de dados de inteligência artificial operando em condições adversas. O aumento da temperatura tem evidenciado como o clima pode impactar infraestruturas essenciais, como fábricas e usinas nucleares, além dos próprios data centers.
De acordo com Patrick McBride, chefe de Construção Internacional da Zurich, os desastres climáticos tornaram-se a principal causa de perdas no portfólio de risco de construtores de data centers nos EUA, representando um terço das perdas da empresa. Ele afirma que os riscos climáticos não podem mais ser considerados uma exposição secundária: “É uma das primeiras coisas que analisamos com os proprietários com quem trabalhamos”.
Riscos climáticos em expansão
Um estudo da First Street revelou que 79% da capacidade global de data centers enfrenta riscos elevados devido a desastres climáticos, como inundações e incêndios florestais. Joe Macejak, líder de infraestrutura digital da Marsh Risk, alerta que a questão não é se, mas como os stakeholders do setor digital identificarão e gerenciarão esses riscos.
Adaptação das operações
Empresas como Microsoft e Nvidia estão tomando medidas para enfrentar essas novas realidades. A Microsoft afirma que suas instalações são projetadas para operar sob uma variedade de condições ambientais, enquanto a Nvidia anunciou que seus novos servidores de IA podem operar com líquido refrigerante a 45 graus Celsius, aumentando a eficiência energética.
À medida que o setor evolui, a inovação se torna essencial para garantir que os data centers possam operar com segurança e eficiência em climas extremos. Aaron Lewis, da Johnson Controls, destaca que a adaptação às mudanças climáticas está se tornando uma prioridade crescente na especificação de novos projetos.
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