A Apple anunciou um reajuste nos preços de seus iPads e MacBooks nesta quinta-feira (25), citando a impossibilidade de continuar absorvendo a forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento. Essa elevação nos preços é impulsionada pela crescente demanda por data centers dedicados à inteligência artificial.
Os novos preços não afetam o iPhone, o carro-chefe da empresa, mas o MacBook Neo, um modelo de entrada lançado para concorrer com dispositivos mais acessíveis, teve seu valor inicial elevado de US$ 599 para US$ 699 (aproximadamente R$ 3.634).
Principais reajustes de preços
Os principais aumentos nos preços dos produtos incluem:
- MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (de R$ 3.114 para R$ 3.634);
- MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (de R$ 5.715 para R$ 6.755);
- MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (de R$ 8.835 para R$ 10.395);
- iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (de R$ 3.114 para R$ 3.894).
Após o anúncio, as ações da Apple caíram quase 5%, enquanto as da Dell recuaram mais de 8%. Analistas acreditam que outras fabricantes de eletrônicos poderão ter que aumentar ainda mais seus preços, uma vez que a Apple já conseguiu adiar parte do impacto dessa alta.
Expectativas para o futuro
Além disso, especialistas indicam que os preços dos iPhones podem subir em breve. A consultoria TrendForce estima que os preços da memória DRAM aumentaram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem continuar a crescer nos próximos meses. Isso poderá afetar severamente as vendas de eletrônicos, com uma previsão de queda de quase 14% nas vendas de smartphones em 2026.
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