A Apple e a Microsoft anunciaram aumentos significativos nos preços de alguns de seus produtos mais vendidos, citando a alta nos custos de chips de memória como principal justificativa. O aumento se dá em um cenário de escassez de componentes, especialmente aqueles utilizados em data centers de inteligência artificial.

Nesta quinta-feira, a Apple ajustou os preços de sua linha de Macs e iPads, com muitos modelos populares apresentando elevações superiores a 20%. O MacBook Air, por exemplo, passou a custar US$ 1.299, um aumento em relação ao preço anterior de US$ 1.099. O MacBook Pro de entrada teve um incremento de US$ 1.699 para US$ 1.999, enquanto o iPad Air subiu de US$ 599 para US$ 749, e o iPad Pro saltou de US$ 999 para US$ 1.199.

O modelo básico do MacBook Neo agora é vendido a US$ 699, um aumento de US$ 100 em relação ao preço anterior. O computador desktop Mac Studio M3 Ultra registrou o maior aumento, passando de US$ 3.999 para US$ 5.299.

Segundo um porta-voz da Apple, a empresa até então havia conseguido proteger os consumidores do aumento dos custos, mas chegou a um ponto em que os preços precisavam ser reajustados. “A rápida expansão dos data centers de IA criou uma demanda extraordinária por memória e armazenamento”, afirmou.

Após o anúncio dos aumentos, as ações da Apple caíram mais de 6%, a maior queda desde a implementação das tarifas comerciais pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em abril do ano anterior. O analista de tecnologia Trevor Long previu que as vendas da Apple podem ser impactadas negativamente pelos novos preços.

A Microsoft também anunciou aumentos em sua linha de consoles Xbox, com os modelos de 512 GB e 1 TB aumentando em US$ 100 e US$ 150, respectivamente. A empresa ressaltou que os preços de armazenamento e memória dos consoles aumentaram mais de 2,5 vezes, e espera um novo aumento até o outono de 2027.