A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) abriu , nesta 3ª feira (30.jun.2026), uma tomada de subsídios para ouvir a sociedade sobre a nova regulamentação das plataformas digitais. O objetivo é mapear as prioridades regulatórias relacionadas aos direitos dos usuários, às obrigações das redes sociais e à proteção das mulheres no ambiente virtual. As contribuições podem ser enviadas por qualquer cidadão ou organização por meio da plataforma Brasil Participativo até 17 de agosto.
COMBATE À VIOLÊNCIA DIGITAL A iniciativa ocorre em resposta às recentes atualizações do Marco Civil da Internet ( decretos nº 12.975 e nº 12.976, de maio de 2026 ). As novas normativas exigem que as plataformas ajam de maneira proativa contra fraudes e contra o crescimento da violência digital, independentemente de ordens judiciais específicas para a remoção de conteúdos. Também foram criadas diretrizes exclusivas para garantir a segurança das mulheres na internet.
A ANPD não avaliará postagens de forma isolada. A fiscalização terá um caráter sistêmico, focando em garantir que as empresas adotem as estruturas e os mecanismos técnicos adequados para prevenir a circulação massiva de crimes on-line. Essa atuação será alinhada às regras da LGPD e do ECA Digital .
Segundo Camila Leite Contri, superintendente substituta de Regulação da ANPD, a participação popular é essencial para equilibrar a regulação e os direitos fundamentais. “As contribuições recebidas vão subsidiar temas como critérios de fiscalização, parâmetros para diferenciação de obrigações conforme o porte e o risco dos serviços, além de mecanismos de supervisão e transparência” , explicou.
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