A Universidade de Maryland, através do GLAD Lab, divulgou um conjunto de dados sobre a perda de florestas globais, com foco no desmatamento da Amazônia em 2025. Os dados, oriundos de imagens de satélite da NASA e da Agência Espacial Europeia, são essenciais para orientar decisões de conservação por parte de grupos ambientais e autoridades governamentais.
O relatório, publicado no final de abril após meses de processamento e verificações de qualidade, foi complementado por uma análise mais aprofundada do projeto Mapping of the Andes Amazon Project (MAAP). Este projeto visa monitorar a perda florestal na bacia amazônica e revelou que, embora algumas métricas de desmatamento apresentem queda em relação aos anos anteriores, os números ainda são preocupantemente elevados.
Desmatamento em Números
De acordo com os pesquisadores, a agricultura, a pecuária e a mineração continuam a devastar centenas de milhares de hectares de florestas primárias, frequentemente em áreas protegidas e territórios indígenas. Matt Finer, diretor do MAAP e especialista sênior em pesquisa, comentou sobre os dados: “É difícil afirmar que é uma boa notícia se o desmatamento é menor que em anos anteriores, mas ainda assim chega a um milhão de hectares.” Ele enfatizou que a taxa de desmatamento ainda está longe do objetivo de zero desmatamento necessário para a região.
Principais Fatores de Desmatamento
As frentes agrícolas, como a soja no sudeste do Brasil e em partes da Bolívia, além de rodovias como a Transamazônica e a BR-364, continuam a ser catalisadores significativos da destruição florestal. Além disso, as áreas de mineração de ouro no Peru e em outros países da região apresentam um risco crescente para a biodiversidade e para as comunidades locais.
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