No último domingo, 25 de junho, a Alemanha, Checó, Polônia e Hungria enfrentaram temperaturas extremas, superando a marca de 40°C, em meio a uma onda de calor que tem sido ligada a centenas de mortes na Europa Ocidental.
Na Alemanha, o recorde foi de 41,7°C, registrado em Coschen, na região oriental de Brandenburg, próximo à fronteira polonesa. Este novo patamar superou o anterior, de 41,5°C, que havia sido estabelecido um dia antes em Drewitz.
Um incêndio florestal ocorreu em Gohrischheide, na Alemanha oriental, em uma área contaminada com munições da Segunda Guerra Mundial, complicando os esforços dos bombeiros. Em Traisen, no sudoeste do país, uma operação de combate a incêndios teve que ser interrompida devido a explosões, levando a uma evacuação de cerca de 650 moradores.
Em Berlim, a polícia utilizou canhões de água para ajudar a resfriar a população. A Deutsche Bahn, operadora ferroviária alemã, aconselhou a evitar viagens não essenciais.
A Polônia também quebrou seu recorde histórico, com temperaturas alcançando 40,5°C em Słubice, superando a marca de 40,2°C registrada em 1921. O governo polonês enviou mensagens de alerta à população, recomendando evitar a exposição ao sol e manter-se hidratado.
Na Hungria, foi registrado 40,7°C em Budakalász, enquanto a Checó registrou 41,9°C em Doksany. O instituto hidrometeorológico local afirmou que as temperaturas ainda podem subir.
Em meio à crise de calor, a França começou a contabilizar os mortos associados à onda de calor, com cerca de 1.000 mortes adicionais sendo registradas entre 24 e 27 de junho. As autoridades de saúde destacaram a necessidade de solidariedade com os mais vulneráveis.
Os efeitos do calor extremo também foram sentidos em outros países, como na Bélgica, onde uma tempestade causou a morte de um homem devido à queda de uma árvore.
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