Com a Europa enfrentando uma onda de calor sem precedentes, países como a França estão adotando medidas para proteger a saúde da população. Em Paris, uma proibição temporária do consumo de álcool em locais públicos foi estabelecida para aliviar a pressão sobre os serviços de saúde, que registraram um aumento de quatro vezes nas paradas cardíacas em apenas 24 horas.

Os efeitos do álcool no corpo

Embora um copo de cerveja em um dia quente possa não parecer problemático, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode ser arriscado. O álcool atua como um diurético, levando o corpo a produzir mais urina do que o líquido ingerido. Por exemplo, uma dose de 25 ml de whisky a 40% provoca uma perda líquida de água de 85 ml, enquanto uma pint de cerveja (568 ml) resulta em uma leve hidratação.

Risco de problemas cardíacos

O calor e o álcool aumentam a carga sobre o coração. Com as altas temperaturas, a sudorese provoca uma diminuição no volume sanguíneo, enquanto os vasos sanguíneos se dilatam para ajudar na dissipação do calor. O álcool potencializa essa dilatação, levando a uma queda na pressão arterial, o que pode resultar em tonturas e até desmaios.

Consequências da desidratação

A desidratação também pode provocar a perda de eletrólitos, como sódio e potássio, o que pode causar arritmias cardíacas. A combinação de baixa oferta de sangue e arritmias pode culminar em infartos.

Consumo de álcool e risco de insolação

O álcool em períodos de calor extremo aumenta o risco de insolação, dificultando a regulação da temperatura corporal. Além disso, a ingestão de álcool pode prejudicar o julgamento, tornando pessoas mais propensas a comportamentos arriscados.

Alternativas de consumo

Embora a recomendação de evitar completamente o álcool possa parecer sensata, especialistas sugerem que a ingestão moderada, como algumas pintas de cerveja leve, pode ajudar na hidratação, mantendo o volume de líquido sem o alto teor alcoólico.