A administração do presidente dos EUA, Donald Trump, mantém sua campanha para limitar o desenvolvimento da energia eólica por meio de ordens executivas, processos judiciais e recompra de arrendamentos. Essa persistência ocorre mesmo após uma recente derrota em tribunal e diante de estimativas do Departamento de Energia que indicam que o país poderia ser alimentado apenas por energia eólica.

Trump, que não esconde sua aversão a energias renováveis, afirmou em 2025: "Não queremos vento, e não queremos solar porque são uma mancha em nosso país." No primeiro dia de seu segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025, Trump emitiu uma ação presidencial para eliminar oportunidades de arrendamento para novos projetos de energia eólica offshore, além de ordenar uma revisão abrangente da necessidade ecológica, econômica e ambiental de encerrar ou alterar qualquer arrendamento existente de energia eólica.

Em resposta, procuradores-gerais de 17 estados processaram com sucesso a administração. Um tribunal de primeira instância decidiu que a ação do governo era "arbitrária e caprichosa e contrária à lei". Embora a administração tenha apelado, em 10 de junho, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou uma moção para desistir voluntariamente do caso, que foi aceita pelo Tribunal de Apelações em 15 de junho.

Andrea Campbell, procuradora-geral do estado de Massachusetts e uma das litigantes do processo, declarou: "Massachusetts investiu centenas de milhões de dólares no desenvolvimento de energia eólica offshore, e o tribunal corretamente protegeu esses investimentos críticos da ordem ilegal da administração Trump." Apesar de ter abandonado o apelo, a administração está comprando de volta arrendamentos para parques eólicos. Em 17 de junho, anunciou planos para pagar...