Nielton Santos Especial para o Jornal Opção Valéria Anastácio, 38 anos, é de Niquelândia, no Norte de Goiás. Como não havia maternidade na época do seu nascimento, sua mãe, a dona de casa Maria Helena da Silva, e seu pai, o marceneiro Dacir Gonçalves da Silva, tiveram que percorrer quase 90 km até a cidade de Uruaçu para que ela, Maria Helena, desse à luz em um hospital. Essa dependência por saúde básica de Niquelândia perdurou por muitas décadas, em que niquelandenses nascessem em outros municípios e assim também fossem registrados.
Depois do nascimento, embora morando na cidade, a família da candidata recebeu do falecido avô paterno de Valéria um pequeno pedaço de terra para que pudessem plantar e criar alguns animais para complementar a renda familiar. Além de Valéria, o casal tinha outro filho, Wagner, que hoje é mecânico. Valéria começou cedo a perceber que a educação faria diferença na sua vida.
O pai e a mãe conseguiram frequentar apenas alguns meses de escola, o suficiente apenas para assinar os nomes. Ela foi para a escola, teve professores que marcaram a sua trajetória, como a conhecida tia Abadia. O pai de Valéria, Dacir Gonçalves, mesmo com pouca instrução, trabalhou para a mineradora Votorantim.
Por lá ficou por décadas e era referência de honestidade, dedicação e responsabilidade. Foi no exemplo do pai e no da mãe que Valéria se sustentava para buscar novos voos. Foi trabalhar em caixa de supermercado.
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