Flora Bitancourt, CIO da World Climate Foundation, vê uma janela de oportunidade inédita para a mineração na agenda global de transição energética. A avaliação foi feita durante o CNN Talks: Nova Era da Mineração , realizado nesta terça-feira (30), em São Paulo. O evento reúne autoridades, especialistas e lideranças do setor.

Para Bitancourt, “a agenda global está chamando o setor da mineração para atuar e fazer parte da transição verde”. Esse convite, contudo, tem pré-requisitos para andar às vias de fato. Leia Mais Análise: Mineradoras júniores são as startups do setor?

CNN Talks - "Nova Era da Mineração": Veja fotos do evento Aneel aprova alta de 7,92% para consumidores da Energisa Tocantins A executiva exemplifica: “A ampliação de investimento e fluxo de capital vem com construção de ambiente regulatório saudável. O investidor precisa entender como o setor está se responsabilizando e trazendo processos e métricas ESG claras . Além de um olhar de compromisso, responsabilidade, e oportunidade para a restauração florestal e preservação em torno das operações”.

“ Números reais de áreas preservadas já é um número maior que qualquer outra indústria e esses números, pra quem tem discussões técnicas já é muito claro”. Mas, na visão de Bitancourt, falta o pulo ao mainstream . Future of Mining Coalition É na tentativa de construir essa ponte que a World Climate Foundation lançou a Future of Mining Coalition (Coalizão para o Futuro da Mineração, da tradução em inglês).

Durante o painel, a executiva explicou que esse projeto busca dialogar de forma intersetorial — não só para posicionar a mineração como um setor essencial para a transição mas reunir quais são os gaps e dificuldades dos investimentos fluírem para essa agenda. “ A COP30 falou sobre uma agenda de implementação. E quem implementa?

O setor privado. Precisamos trazer esses atores pra mesa”, finaliza. O CNN Talks: Nova Era da Mineração reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes do setor mineral para discutir os caminhos da mineração brasileira em uma nova fase de disputa global por minerais críticos, transição energética e segurança das cadeias de suprimento.

O encontro ocorre em um momento em que o Brasil tenta transformar sua vantagem geológica em protagonismo econômico, industrial e diplomático, com debates sobre financiamento, licenciamento ambiental, inovação, sustentabilidade, rastreabilidade, agregação de valor e maior participação do país nas etapas mais nobres da cadeia mineral. Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050