O verão (de junho a agosto) de 2026 foi o mais quente registrado na Europa desde o início dos registros meteorológicos, superando o recorde estabelecido em 2003, conforme informado pelo Serviço de Mudanças Climáticas da Copérnico.

A Agência Meteorológica Alemã (DWD) relatou que houve um número 'único' de dias muito quentes neste ano. Em média, ao longo da Alemanha, ocorreram cerca de 22 dias quentes com temperaturas acima de 30 graus Celsius e cinco dias muito quentes com temperaturas acima de 35 graus Celsius, conforme divulgado em agosto.

A estimativa de mortes relacionadas ao calor também atingiu níveis sem precedentes, com pelo menos 16.300 mortes registradas até o final de agosto. Embora poucas pessoas tenham morrido diretamente devido ao calor, muitas outras tiveram condições de saúde subjacentes agravadas pela elevada temperatura.

As mortes relacionadas ao calor na Alemanha são mais prováveis se a temperatura média semanal atingir 20 graus Celsius ou mais. Isso é baseado na média de todas as temperaturas horárias registradas em uma semana, incluindo as noites.

O pesquisador Andreas Matzarakis, professor de meteorologia ambiental da Universidade de Freiburg, destacou que não apenas as altas temperaturas, mas também a duração do calor e a falta de resfriamento noturno foram fatores importantes. Ele explicou que muitas pessoas têm dificuldade em dormir durante noites quentes, o que pode prejudicar a recuperação do corpo.

Membros menos privilegiados da sociedade foram particularmente vulneráveis, segundo Martin Röösli, cientista ambiental do Instituto Suíço de Saúde Pública em Basileia. Eles tendem a viver em casas mal isoladas ou trabalhar ao ar livre.