Venezuela declarou estado de emergência após ser atingida por dois poderosos terremotos, de magnitudes 7.2 e 7.5, na quarta-feira. Os tremores resultaram na morte de ao menos 32 pessoas e deixaram cerca de 700 feridos, enquanto operações de resgate são intensificadas em todo o país.
Os terremotos ocorreram por volta das 18h04 (22h04 GMT), durante a celebração do feriado nacional que marca a Batalha de Carabobo, em 1821. A presidente interina, Delcy Rodriguez, fez um apelo em rede nacional para que médicos e enfermeiros se apresentassem rapidamente nos hospitais e clínicas para atender os feridos.
Impactos e danos
Os maiores estragos foram registrados na capital, Caracas, especialmente no distrito de Altamira, onde equipes de emergência resgataram sobreviventes de um prédio de 22 andares. O governo também fechou o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, suspendeu as aulas e pediu à população que mantenha a calma.
A agência de monitoramento sísmico dos EUA (USGS) alertou que o número de vítimas pode aumentar, já que muitas edificações na região afetada são de alvenaria reforçada e adobe, materiais vulneráveis durante terremotos. A estimativa é que o número de mortes possa variar entre 1.000 e 100.000, de acordo com análises estatísticas.
Reações da comunidade internacional
Governos da América manifestaram solidariedade e começaram a mobilizar ajuda humanitária. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país está pronto para ajudar e que equipes de resgate, suprimentos médicos e assistência humanitária serão enviados. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou o envio de 300 socorristas e 50 toneladas de suprimentos médicos.
Além disso, Equador e Panamá também se comprometeram a oferecer assistência humanitária, enquanto México e Brasil expressaram solidariedade e monitoram a situação.