O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 3.535, segundo balanço divulgado na 2ª feira (6.jul.2026) por Jorge Rodríguez , presidente do Parlamento e chefe do comando central de acampamentos temporários do país O dado anterior, publicado no domingo (5.jul.2026), registrava 3.342 mortes . O número de feridos permaneceu em 16.740. Os 2 tremores foram registrados em 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5.

Tiveram La Guaira como principal área afetada. Localizada a cerca de 40 km de Caracas, a região concentra os maiores danos, com edifícios destruídos e milhares de moradores deslocados para abrigos improvisados. Eis o boletim de 2ª feira (6.jul): Resposta do governo A atuação das autoridades venezuelanas passou a ser questionada por parte da população, que critica a demora nas ações de emergência.

A presidente interina, Delcy Rodríguez (PSUV, esquerda), rejeitou as acusações e afirmou que as operações de busca e resgate continuam. Sem apresentar provas, ela atribuiu as críticas a ““laboratórios midiáticos” que, segundo ela, tentariam prejudicar o trabalho das equipes. No domingo (5.jul), durante uma cerimônia pelo Dia da Independência no Forte Tiuna, em Caracas, Delcy declarou que não haverá “ convulsão social” depois do desastre.

“Aqui o que existe é solidariedade social profunda do nosso povo” , disse. Ela assumiu o poder depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), no início de 2026, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos. Ajuda internacional Depois que os 2 terremotos atingiram a Venezuela, provocando uma das maiores tragédias humanitárias do país em mais de um século, as buscas por desaparecidos continuam com a ajuda de diversos países.

O governo da Venezuela não informou quantas pessoas estão desaparecidas. O chefe de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas afirmou que o total pode chegar a 50.000, embora outras projeções indiquem uma estimativa próxima de 10.000 pessoas. A ONU informou que 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para auxiliar nas buscas por sobreviventes.

O desastre ampliou o problema humanitário já existente no país. Antes dos terremotos, a ONU estimava que quase 8 milhões de venezuelanos precisavam de algum tipo de assistência. Depois da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos solicitou US$ 50 milhões (R$ 280,5 milhões) para atender cerca de 500 mil pessoas nos 3 meses seguintes.

Equipes brasileiras participam das operações de resgate no país. O governo do Brasil já enviou 6 remessas de ajuda à Venezuela desde o início da crise. Os primeiros 5 voos, todos operados pela FAB (Força Aérea Brasileira), transportaram equipes, equipamentos e insumos ao país.

O 6º, despachado na última 6ª feira (3.jul), levou cerca de 6 toneladas e incluía vacinas, medicamentos e insumos de saúde. Leia nesta reportagem do Poder360 como ajudar as vítimas dos terremotos na Venezuela. Leia mais: Cirurgiões do Brasil se voluntariam para missão na Venezuela Brasileiro com pai desaparecido na Venezuela critica resposta aos terremotos