Assim como acontece com os seres humanos, cães e gatos também podem precisar de transfusões de sangue em situações de emergência. Acidentes, cirurgias complexas, doenças que causam anemia e até alguns tratamentos veterinários podem tornar a transfusão essencial para salvar a vida de um animal. Apesar da importância do procedimento, muitas pessoas ainda desconhecem que os pets também podem ser doadores.
A doação de sangue animal é um processo seguro, controlado por veterinários e capaz de beneficiar diversos pacientes que dependem desse recurso para sobreviver. Leia Mais Seu cachorro te entende mais do que você imagina — e a ciência provou Mais que pets: estudo mostra que 50% dos gatos chegam aos lares por adoção Cachorro caramelo vira raça no México e brasileiros se indignam: "Guerra" Quando um animal precisa de transfusão A transfusão de sangue pode ser indicada em diferentes situações. Entre as mais comuns estão hemorragias, doenças transmitidas por carrapatos, anemias graves, cirurgias de grande porte e algumas enfermidades que afetam a produção de células sanguíneas.
Nesses casos, a reposição de sangue ou de seus componentes ajuda a restabelecer funções essenciais do organismo e aumenta as chances de recuperação do paciente. “Entre as principais situações estão hemorragias causadas por acidentes, cirurgias complexas, intoxicações, leishmaniose, anemias graves, distúrbios de coagulação, doenças imunomediadas, ou ainda, no caso dos gatos, da ocorrência da infecção por FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e FeLV (Leucemia Viral Felina)”, explica Débora Nunes Papa, veterinária e professora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Arnaldo. Quem pode ser doador Para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor, os bancos de sangue veterinários seguem critérios rigorosos de seleção.
O cachorro precisa pesar, no mínimo, 25 quilos, ter idade entre 2 e 8 anos, estar com a vacinação e a vermifugação em dia, além de apresentar controle rígido contra pulgas e carrapatos. As fêmeas não podem estar prenhas ou no cio, e nenhum candidato pode ter histórico de doenças graves ou transfusões prévias. Os gatos costumam ter exigências ainda mais específicas.
Eles devem ter entre 1 e 8 anos de idade, de preferência ser macho e com comportamento dócil, e pesar pelo menos 4 quilos de massa magra — animais obesos não entram na lista devido aos riscos na coleta. Assim como os cães, eles precisam ter bom histórico de saúde, vacinas em dia e exames negativos para doenças infecciosas graves, como a FIV (imunodeficiência felina) e a FeLV (leucemia felina). Antes da aprovação, o animal passa por exames clínicos e laboratoriais para verificar o estado de saúde.
Como funciona a doação O processo é semelhante ao realizado em humanos. O animal é acomodado em um ambiente tranquilo e acompanhado por uma equipe veterinária durante toda a coleta. O processo de doação é rápido e praticamente indolor.
Ao chegar à clínica ou ao banco de sangue, o animal passa por um exame físico completo e uma análise de sangue rápida para checar se ele não está anêmico. A coleta é feita pela veia jugular, localizada no pescoço, por ser um vaso calibroso que permite que o sangue flua rapidamente para a bolsa, evitando que o material coagule.
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