O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) usou explosivos de distração, conhecidos como dispositivos de efeito moral, além de um Dispositivo Eletrônico de Controle (DEC), popularmente chamado de taser, para conter e prender uma mulher que, segundo os policiais, estava em surto psicótico e é suspeita de matar o jornalista Delson Carlos Barros , no Setor Bueno, em Goiânia. A intervenção ocorreu após uma tentativa de negociação fracassar e diante do risco iminente de a mulher atentar contra a própria vida. De acordo com a Polícia Militar, as equipes do Bope foram acionadas após o Batalhão Anhanguera confirmar a ocorrência envolvendo a mulher.

No local, o atendimento foi transferido para a Unidade de Intervenção Tática do Bope e para a Companhia de Gerenciamento de Crises, que iniciaram o protocolo de negociação policial. Ainda conforme a corporação, a negociação não funcionou. Durante o atendimento, a suspeita teria permanecido em surto psicótico e realizado diversas tentativas de tirar a própria, o que levou os policiais a desencadearem uma invasão tática planejada para preservar sua integridade física e a segurança da equipe.

Na ação, os policiais utilizaram dispositivos explosivos de distração, que produzem forte impacto sonoro sem provocar lesões, para desorientar momentaneamente a suspeita e permitir a entrada segura da equipe. Em seguida, os PMs usaram o taser e fizeram a contenção da mulher. Após receber atendimento médico, ela foi detida e encaminhada ao hospital de referência.

Um policial explicou que os explosivos empregados na operação têm apenas efeito de distração. “Esses artefatos não causam danos nem machucam ninguém. Eles produzem um forte estampido para desorientar momentaneamente a pessoa e permitir uma intervenção mais segura”.

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