Uma testemunha fundamental no caso do assassinato do jornalista Delson Carlos Henrique foi ouvida pela Polícia Civil na tarde desta segunda-feira, 27, na Delegacia de Homicídios, em Goiânia. O crime ocorreu na última sexta-feira, 24, e envolveu um desentendimento sobre a desocupação do imóvel onde a vítima residia. A principal suspeita é a proprietária do apartamento e namorada da testemunha, Renata de Oliveira Peixoto e Sousa.

Detalhes do crime

Márcia Maria Caroni, que estava no local durante o incidente, também sofreu ferimentos ao tentar intervir na agressão. Seu depoimento, que durou cerca de uma hora, foi crucial para esclarecer a sequência de eventos que levaram à tragédia.

Segundo as informações fornecidas à polícia, Renata havia emprestado o apartamento a Delson por um período específico. Inicialmente, as partes conseguiram chegar a um acordo pacífico, permitindo que o jornalista se organizasse para deixar o local. Contudo, após cerca de quatro horas de consumo de bebidas alcoólicas, a situação se deteriorou. Renata exigiu a saída imediata de Delson e, em um momento de raiva, atacou-o com uma faca.

Intervenção e prisão da suspeita

Márcia relatou que, ao perceber o ataque, tentou proteger Delson, mas acabou ferida nos braços ao tentar afastar Renata. Durante a confusão, o jornalista tentou escapar, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

A Polícia Civil informou que a prisão em flagrante de Renata foi convertida em prisão preventiva durante uma audiência de custódia realizada no último fim de semana. Essa medida visa garantir a segurança das testemunhas, incluindo a própria companheira da suspeita.

O delegado Vinícuis Teles, responsável pela investigação, comentou sobre os próximos passos, incluindo a coleta de novos depoimentos e a possibilidade de ouvir Renata novamente. Ele destacou que foram encontrados indícios de que a suspeita colecionava facas e levantou questões sobre a dinâmica do crime, afirmando que a investigação está em andamento e todos os fatos estão sendo analisados.

Após o crime, Renata se trancou no apartamento, e a polícia levou mais de três horas para negociar sua rendição, utilizando força tática para arrombar a porta e efetuar a prisão. Ela já foi transferida para a Casa de Prisão Provisória.

A Defensoria Pública, que representa a suspeita, declarou que não comentará o caso neste momento e que Renata terá um prazo para decidir se continuará sendo assistida pela Defensoria ou se contratará um advogado particular. A polícia pretende finalizar o inquérito após ouvir mais testemunhas e, se possível, obter a nova versão da suspeita.