Um navio mercante foi atingido por um projétil desconhecido no Estreito de Ormuz, conforme relatou a UK Maritime Trade Operations (UKMTO) nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. O impacto causou danos à ponte da embarcação, mas não houve relatos de vítimas ou impacto ambiental.
A UKMTO alertou que as autoridades estão investigando o incidente e recomendou que os navios transitem com cautela, reportando qualquer atividade suspeita. Em decorrência do ataque, a Organização Marítima Internacional (OMI) decidiu suspender seu plano de evacuação de marinheiros que estavam presos na região do Golfo.
O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, comunicou via rede social que a segurança dos marinheiros é prioritária e que a pausa no plano de evacuação foi necessária até que a situação se torne mais clara. O plano previa a escorta de mais de 11 mil marinheiros através do Estreito de Ormuz, com a cooperação de Irã, EUA e outros estados costeiros da região.
Desafios de segurança no Estreito de Ormuz
Além do risco de ataques, o Estreito de Ormuz enfrenta desafios de segurança devido à presença de minas marinhas iranianas na passagem marítima. A tensão na região aumenta, com o Irã afirmando que é 'inaceitável e perigoso' transitar por Hormuz sem permissão de Teerã.
Reações e negociações no Oriente Médio
Enquanto isso, Israel reiterou que só retirará suas forças do sul do Líbano após a desmilitarização do Hezbollah. Em meio a negociações mediadas pelos EUA, o porta-voz do governo israelense, David Mencer, afirmou que a segurança do país não será comprometida.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elogiou o progresso nas conversas entre Israel e Líbano durante sua visita a Bahrein, destacando a importância do diálogo entre os dois países. Entretanto, a situação continua tensa, especialmente após um ataque aéreo israelense que resultou na morte de dois indivíduos no Líbano.
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