Bruna Ariadne e Cilas Gontijo A menor disponibilidade de animais para reposição e o aumento do preço do boi magro devem pressionar os custos dos confinamentos em Goiás e podem chegar ao bolso do consumidor nos próximos meses. O cenário foi identificado pela Expedição PeseBem, levantamento inédito realizado em propriedades goianas para traçar um diagnóstico da pecuária intensiva no Estado. Em entrevista ao Jornal Opção , o presidente do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Armando Rollemberg, afirmou que o custo de reposição está entre os principais desafios para o próximo ciclo.
Segundo ele, enquanto o boi confinado é comercializado na faixa de R$ 340 a R$ 350 por arroba, a compra do boi magro chega a aproximadamente R$ 400 por arroba. “Nós temos um alto custo de reposição desse garrote ou dessas novilhas no confinamento. Estamos falando de uma venda em R$ 340, R$ 350 a arroba desse gado que está confinado e o boi magro sendo comprado em torno de R$ 400 a arroba.
Então, esse ágio do boi magro está muito apertado e apertando as margens do confinamento”, explicou. presidente do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Armando Rollemberg | Foto: Reprodução A expedição reuniu informações de mais de 100 confinamentos. De acordo com Rollemberg, 50 propriedades foram visitadas diretamente durante a iniciativa e outras 52 tiveram informações levantadas por técnicos.
O trabalho analisou custos de produção, condições sanitárias, tecnologia e gargalos enfrentados pelos pecuaristas.
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