Milhões de pessoas na Europa enfrentam temperaturas extremas, superando os 40 graus Celsius, sob uma onda de calor que dificulta a recuperação durante as noites quentes. Em meio a essa situação, o uso de protetor solar, amplamente reconhecido como uma proteção contra os danos solares, está sendo questionado, especialmente nas redes sociais, onde alguns afirmam que o produto poderia aumentar o risco de câncer de pele.

O que dizem as alegações?

Uma afirmação que circula nas mídias sociais diz: "De acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, desde a introdução do protetor solar em 1940, o melanoma aumentou em mais de 200%". Esta declaração sugere que o protetor solar seria um "veneno" que impede o corpo de absorver a luz solar adequadamente.

Desmistificando a questão

Entretanto, a análise feita pela DW revela que essa informação é enganosa. Pesquisas demonstram que o uso regular de protetor solar realmente reduz o risco de melanoma. Brittany Schaefer, porta-voz do Departamento de Saúde Pública de Connecticut, afirmou: "Não há evidências científicas que sustentem a associação do uso de protetor solar com um maior risco de câncer".

Causas do aumento de casos de melanoma

Embora os casos de melanoma tenham aumentado em mais de 220% desde 1975, não há ligação comprovada entre esse aumento e o uso de protetor solar. Um estudo recente sugere várias razões para essa tendência, incluindo:

  • Aumento na documentação e relato de casos
  • Maior exposição ao sol pela população
  • Mudanças climáticas e redução da camada de ozônio
  • Uso inadequado do protetor solar

Pesquisas também indicam que muitos usuários de protetor solar não o aplicam de forma regular. Na Alemanha, por exemplo, 51% dos entrevistados em 2024 afirmaram usar o produto apenas no verão ou em exposição direta ao sol.

As orientações do FDA dos EUA recomendam a aplicação regular de protetor solar, mesmo em dias nublados, reforçando a importância de sua utilização adequada.