Um novo estudo realizado por uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pela Dra. Liora Kolska Horwitz da Universidade Hebraica de Jerusalém, aponta que humanos primitivos estavam usando fogo na Caverna Wonderwerk, na África do Sul, entre 1,07 e 1,79 milhão de anos atrás. Essa descoberta é um marco, pois retrocede o tempo conhecido de uso do fogo por hominídeos e oferece novas pistas sobre como nossos ancestrais aprenderam a controlar esse elemento essencial.
Os pesquisadores identificaram ossos queimados em camadas profundas da caverna, onde incêndios naturais não poderiam ter chegado. Isso sugere que os hominídeos provavelmente transportavam fogo natural e o mantinham aceso no interior da caverna. A pesquisa, publicada na revista PLOS One, combina arqueologia, paleontologia, geologia e outras disciplinas para investigar o desenvolvimento crucial do uso do fogo na evolução humana.
Avanços na Detecção de Fogo Antigo
O estudo introduziu uma nova técnica que utiliza as propriedades de luminescência de ossos queimados, permitindo identificar vestígios de fogo em coleções fossilizadas sem causar danos. A equipe analisou pequenos ossos fossilizados deixados por corujas que habitavam a caverna, oferecendo um registro independente de eventos passados.
A evidência de que os humanos primitivos transportavam fogo e o mantinham aceso representa um marco significativo na evolução do comportamento humano. Segundo a Dra. Kolska Horwitz, essas descobertas mostram que os primeiros humanos não eram meros observadores passivos de incêndios naturais, mas sim interagiam ativamente com o fogo.
Implicações da Descoberta
Além de ampliar a cronologia do uso do fogo, o estudo proporciona uma nova ferramenta para arqueólogos investigarem as origens e a evolução dessa tecnologia transformadora. À medida que essa técnica for aplicada em outros locais arqueológicos pelo mundo, poderá ajudar a responder perguntas sobre como e quando os humanos começaram a dominar o fogo.
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