As forças armadas dos Estados Unidos lançaram uma segunda onda de ataques contra o Irã, conforme anunciou o presidente Donald Trump, que classificou as ações como 'retribuição' pela retaliação iraniana. O objetivo é 'desmantelar ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz'.

Contexto do conflito

O conflito entre os EUA e o Irã se intensificou após uma série de ataques a navios comerciais no Estreito de Hormuz, realizados por forças iranianas. Trump declarou que o cessar-fogo previamente acordado com Teerã estava encerrado, levando a uma escalada nas hostilidades.

Reações do Irã e da região

O negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu os EUA sobre a futilidade das contínuas operações militares, afirmando que o Estreito de Hormuz só será reaberto sob 'arranjos iranianos', e que o país continuará a responder a ataques. Ghalibaf, que também é presidente do parlamento iraniano, afirmou: 'Se você atacar, você será atingido'.

Além disso, o conselheiro militar Mohsen Rezaee alertou que os inimigos do Irã seriam 'severamente punidos', citando um versículo do Alcorão para justificar a retaliação. Enquanto isso, o Ministério da Defesa do Kuwait confirmou que suas defesas aéreas estavam em operação contra 'ataques hostis' na manhã de quinta-feira, sem especificar a origem dos ataques.

Em Bahraini e no Qatar, alarmes de ataque aéreo foram acionados, com o Ministério do Interior da Bahrein relatando sirenes na capital Manama. A Reuters informou que residentes do Qatar receberam um alerta de ameaça de segurança elevada, seguido por uma mensagem de 'tudo claro'. Ambas as nações abrigam importantes instalações militares dos EUA.

Próximos passos e novas ofensivas

A nova série de ataques dos EUA, que ocorreu na noite de quarta-feira, foi anunciada como sendo maior em número em comparação com os ataques de terça-feira, quando o Comando Central dos EUA (CENTCOM) alegou ter atingido mais de 80 alvos, incluindo sistemas de defesa aérea iranianos e embarcações pequenas do Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC).

O IRGC afirmou ter retaliado com ataques a instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein. Informes da mídia estatal iraniana relataram explosões em cidades portuárias do sul do Irã, como Bandar Abbas e Sirik, e danos a um hospital em Chabahar devido a estilhaços de projéteis.

Enquanto a situação se desenrola, os EUA continuam a afirmar que estão responsabilizando o Irã pela agressão injustificada contra o transporte comercial. A tensão na região permanece alta, com a expectativa de novas ações militares a qualquer momento.