No último domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou suas ameaças de aniquilação contra o Irã após uma série de ataques a alvos militares iranianos. Esta escalada de tensão ocorre na sequência de ataques iranianos a navios no estratégico Estreito de Ormuz.
De acordo com Trump, as forças armadas dos EUA atacaram locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de instalações de radar costeiras, como resposta a uma violação do acordo de cessar-fogo. Em uma postagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou: "Os aviões dos Estados Unidos acabaram de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, e locais de radar costeiros, por violar o Acordo de Cessar-fogo, NOVAMENTE!".
A ação militar dos EUA foi desencadeada após a notícia de que um petroleiro comercial foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (CentCom) informou que caças americanos atingiram 10 alvos militares iranianos na região, em resposta a um ataque com drones contra o petroleiro M/T Kiku, que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo.
Reações e aumentos de tensões
O Irã, por sua vez, afirmou ter atacado alvos militares dos EUA em Kuwait e Bahrein após os ataques a seus próprios alvos. O exército do Kuwait relatou que suas defesas aéreas estavam enfrentando ataques com mísseis e drones. Já o Ministério das Relações Exteriores do Bahrein condenou a "nova agressão iraniana contra seu território".
Os Emirados Árabes Unidos e o Catar, que também foram alvos de ataques iranianos, expressaram condenação, descrevendo as ações do Irã como violações da soberania e do direito internacional. Apesar da escalada de hostilidades, o trânsito de navios comerciais pelo estreito continua.
Contexto das negociações
Esses novos ataques ocorrem em meio a uma suposta trégua de 60 dias entre os EUA e o Irã, enquanto ambos os lados se acusam mutuamente de violar o acordo. As tensões aumentaram após a assinatura de um memorando de entendimento entre Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, visando desenvolver um acordo de paz permanente.
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