No último dia 26 de junho, os Estados Unidos realizaram uma série de ataques aéreos contra alvos no Irã, após um ataque iraniano a um navio de carga no Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou Teerã de ter usado drones em um ataque que violou um acordo de cessar-fogo estabelecido entre os dois países. O ataque ao navio de carga, identificado como M/V Ever Lovely, ocorreu quando a embarcação estava saindo do estreito, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

A resposta militar dos EUA incluiu a utilização de seis caças F35 e F16, que atacaram quatro locais iranianos em um período de 90 minutos. O CENTCOM informou que as forças americanas atingiram locais de armazenamento de mísseis e drones, além de radar costeiro. O ataque ao navio, que não resultou em vítimas nem em impactos ambientais, foi inicialmente relatado pela agência britânica de segurança marítima UKMTO.

Reações e consequências

Após os ataques, o Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) do Irã declarou que sua resposta seria "rápida e decisiva". Em uma transmissão na televisão estatal, o IRGC informou que suas forças repeliram uma tentativa de ataque em Sirik, na costa perto do Estreito de Ormuz.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a violência seria respondida com mais violência, reiterando que os EUA honraram o acordo de cessar-fogo, mas que a Iran poderia levantar preocupações diretamente. Vance foi um dos negociadores do Memorando de Entendimento (MoU) que visava evitar uma escalada de conflitos na região.

Acordos regionais em andamento

Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou um acordo de estrutura tripartite entre EUA, Israel e Líbano, embora os detalhes ainda sejam incertos. A situação na região permanece volátil, com a ONU pausando um plano de evacuação para cerca de 11 mil marinheiros, em decorrência do ataque ao navio.