Um novo relatório da Universidade EAFIT, na Colômbia, revela que os lucros gerados pelo tráfico de cocaína no país estão superando as receitas obtidas com as exportações de petróleo. Para o ano de 2024, as receitas com cocaína devem alcançar US$ 16,5 bilhões, enquanto as vendas de petróleo estão previstas em cerca de US$ 15 bilhões, segundo informações da UPI.
Apesar disso, as receitas do petróleo continuam sendo a principal fonte de exportação da Colômbia, especialmente quando consideradas junto com as exportações de carvão. Contudo, as receitas com cocaína em 2024 representam aproximadamente 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Colômbia, impulsionadas por um aumento significativo na produção.
“Não é que a cocaína tenha se tornado mais cara no mercado interno. Na verdade, estamos presenciando um aumento maciço no volume de produção pura”, afirmou Santiago Tobon, economista e um dos autores do estudo. Em contrapartida, a produção de petróleo na Colômbia tem enfrentado um declínio consistente ao longo dos anos.
Desafios da Indústria Petrolífera
A Ecopetrol, a estatal de petróleo da Colômbia, projetou para este ano uma produção média entre 730 mil e 740 mil barris de petróleo equivalente por dia, uma queda em relação aos mais de 750 mil barris diários registrados no primeiro semestre de 2025. Em 2015, a produção chegou a 1,03 milhão de barris diários.
Esses desafios têm raízes na instabilidade política, guerras guerrilheiras, sabotagens em oleodutos, queda de investimentos e na exaustão natural dos campos. A situação é exacerbada por uma política do governo de Gustavo Petro, que busca uma transição energética e proibiu novas explorações de petróleo, aumentando a carga tributária sobre as indústrias extrativas.
Possíveis Mudanças na Política Energética
Com a recente derrota da esquerda nas eleições presidenciais, Abelardo de la Espriella, um candidato de direita, promete um aumento na produção de petróleo e gás. Essa mudança pode indicar uma reviravolta na política energética da Colômbia, semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump, visando reduzir a dependência das importações de energia.
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