Na quarta-feira, a Venezuela foi abalada por dois terremotos em rápida sucessão, causando danos catastróficos em cidades desde La Guaira até a capital, Caracas. Até esta quinta-feira, pelo menos 188 mortes foram registradas, e milhares de feridos foram reportados.
Os terremotos, que atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, provocaram o colapso de edifícios e deixaram muitas pessoas presas sob os escombros. Residentes da área metropolitana de Caracas relataram momentos de pânico e desespero ao vivenciarem os tremores.
Maria Gonzalez, de 52 anos, estava em casa quando a estrutura começou a tremer. “Achei que era o vento, mas quando vi que o mundo lá fora também balançava, corri para a porta e comecei a rezar”, contou. Apesar de sua casa ter permanecido intacta, optou por passar a noite na Praça Altamira, uma área aberta no centro da cidade, para se sentir mais segura.
A situação foi igualmente angustiante para Alejandro San Cristobal, de 60 anos, que estava caminhando na Rua Sucre. “Me joguei no meio da rua, tentando me afastar dos prédios. O barulho era ensurdecedor, como o de uma locomotiva”, lembrou.
Eunice Arias, de 45 anos, estava voltando para casa quando sentiu o tremor. “Foi aterrorizante — a vibração dos edifícios e o ruído das colunas eram realmente assustadores”, afirmou, destacando que as experiências anteriores com terremotos não se comparavam a essa sequência de tremores.
A cidade de Caracas permanece em estado de choque, com muitos moradores dormindo em praças públicas e outros tentando retomar suas rotinas. Regiões como Altamira, Los Palos Grandes e El Paraíso enfrentam a devastação, com diversas famílias perdendo suas casas.
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