A tecnologia desenvolvida inicialmente para monitorar soldados expostos a explosões passou a ser usada em pesquisas para melhorar exames de crianças com câncer. A história faz parte da trajetória da brasileira Ana Cláudia Arias, pesquisadora que construiu sua carreira entre empresas de tecnologia e universidades dos Estados Unidos.

No início da carreira, Ana trabalhou em um projeto de sensores para soldados no Vale do Silício, na Califórnia. O equipamento reunia sensores para monitorar o ambiente e identificar exposição a explosões. A experiência com os sensores abriu caminho para novos projetos, incluindo a criação de uma empresa voltada ao desenvolvimento de sensores para a agricultura.

Com seus alunos, Ana passou a desenvolver uma tecnologia para ser aplicada em exames de ressonância magnética de crianças, especialmente aquelas que precisam passar pelo procedimento durante o tratamento de doenças como o câncer. O objetivo é reduzir a necessidade de anestesia geral durante o procedimento.